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Energisa vende ativos de geração para a Brookfield por R$ 1,4 bilhão

O Grupo Energisa concluiu negociação com a São João Energética S.A., FIP Investimentos Sustentáveis e Brookfield Energia Renovável SA, empresas indiretamente controladas pela Brookfield Renewable Energy Partners, para venda dos ativos de geração de energia elétrica em operação e em construção detidos pela empresa. A negociação envolve 488 MW de capacidade instalada em unidades como Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCHs (43 MW), localizadas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, um parque eólico no Rio Grande do Norte (150 MW), usinas de cogeração a base de biomassa de cana de açúcar em São Paulo e Mato Grosso do Sul (175 MW, dos quais 115 MW em construção) e uma usina hidrelétrica no Mato Grosso (120 MW).

O valor da negociação, sujeito a ajustes usuais do balanço a ser levantado na concretização da operação, é de cerca de R$ 1,4 bilhão. Esse montante vai proporcionar à Energisa uma redução da dívida líquida consolidada de R$ 2,6 bilhões, além de uma redução nos compromissos de investimentos de R$ 0,2 bilhão até o início de 2016. O acordo ainda está sujeito às aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para os empreendimentos hídricos, e dos financiadores dos projetos vendidos.

O principal objetivo da operação é reforçar a estrutura de capital da Energisa, permitindo a capitalização da companhia após a aquisição do Grupo Rede, em abril deste ano. Com isso, a empresa mantém o foco na distribuição de energia elétrica, com 13 distribuidoras em nove estados do país, e um total de mais de seis milhões de clientes atendidos – o que representa uma população de aproximadamente 16 milhões de pessoas. Energisa é hoje o sexto maior grupo de distribuição em número de clientes no Brasil. "Estamos concentrando os esforços, neste momento, no plano de recuperação e na melhoria operacional das oito concessionárias adquiridas, com objetivo de torná-las mais eficientes e entre as melhores do setor até 2017, replicando nessas empresas o histórico de eficiência da Energisa", afirma o presidente do grupo, Ricardo Botelho.

O executivo ressalta que os recursos provenientes da venda dos ativos de geração serão destinados ao fortalecimento do balanço do Grupo Energisa e ao pagamento de obrigações assumidas durante o processo de compra do Rede, como empréstimos e financiamentos.

Botelho reforça, no entanto, que a Energisa irá manter a área de Geração ativa, com outros projetos de sua carteira também voltados para energias renováveis – entre eólica, PCHs e solar, que deverão ser desenvolvidos nos próximos anos.

Venda de ativos de geração

Esta não é a primeira vez que a Energisa vende ativos de geração de energia. Entre 2003 e 2007, o Grupo vendeu, por aproximadamente, R$ 2,1 bilhões, um total de 248 MW de capacidade instalada, em projetos de PCHs e uma usina termelétrica a gás natural. "Temos experiência de várias décadas e capacidade comprovada de desenvolver bons projetos de geração, com qualidade reconhecida pelo mercado, tendo êxito do início da construção à operação destas unidades. No entanto, como parte do ambiente de negócios, sempre avaliamos boas oportunidades de compra e venda destes ativos", conclui Botelho.

 

Os ativos vendidos na operação

Os ativos que foram adquiridos pela Brookfield são: SPE Cristina, Energisa Centrais Eólicas e suas subsidiárias de geração eólica, Energisa Bioeletricidade e suas subsidiárias de geração termelétrica, Pequena Central Hidrelétrica Zé Tunin, Energisa Geração Rio Grande, as novas expansões de plantas de cogeração Energisa Geração Vista Alegre II e Energisa Geração Santa Cândida II, e Tangará Energia.

A compra do Rede

O Grupo Energisa assumiu, em abril deste ano, o controle das oito distribuidoras do Grupo Rede que estavam, desde setembro de 2012, sob intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a aquisição, a Energisa, que antes atendia a 2,5 milhões de consumidores, passou a atender a mais de seis milhões de clientes - ou uma população de 16 milhões de pessoas – em 788 municípios de nove estados, em todas as regiões do país.

Às cinco distribuidoras do Grupo – Energisa Paraíba, Energisa Borborema, Energisa Sergipe, Energisa Minas Gerais e Energisa Nova Friburgo – somaram-se as concessões em Mato Grosso (Cemat), Mato Grosso do Sul (Enersul), Tocantins (Celtins), São Paulo (Caiuá, Bragantina, Nacional e Vale Paranaparema) e Paraná (Força e Luz do Oeste).

Sobre o Grupo Energisa 

Com 109 anos de história, o Grupo Energisa é um dos maiores do Brasil em distribuição de energia elétrica. Uma das primeiras a abrir capital no Brasil, a companhia controla 13 distribuidoras em Minas Gerais (Energisa Minas Gerais e Bragantina), Paraíba (Energisa Paraíba e Energisa Borborema), Rio de Janeiro (Energisa Nova Friburgo), Sergipe (Energisa Sergipe), Mato Grosso (Cemat), Mato Grosso do Sul (Enersul), Tocantins (Celtins), São Paulo (Caiuá, Vale Paranapanema e Nacional) e Paraná (Força e Luz do Oeste).

São mais de 6 milhões de clientes e uma população atendida de aproximadamente 16 milhões de pessoas, em 788 municípios de todas as regiões do Brasil. Com receita líquida anual de quase R$ 9 bilhões, o grupo gera cerca de 10 mil empregos diretos.

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